A pergunta aparece em toda conversa de orçamento: se eu já tenho Instagram com bastante seguidor, para que site? A resposta curta é que os dois servem para momentos diferentes da decisão de compra.
Instagram é descoberta. Site é decisão.
No Instagram a pessoa está passando o tempo e esbarra em você. É onde a marca aparece, mostra bastidor, ganha simpatia. O problema começa quando ela decide contratar. Nesse instante ela quer saber preço, prazo, se você atende o bairro dela, se emite nota, se já fez algo parecido. Procurar isso rolando o feed para trás é cansativo, e cliente cansado desiste.
O site existe justamente para o momento em que a pessoa já quer comprar e só precisa de informação organizada para fechar.
O caminho que você não controla
Boa parte das buscas de serviço local não passa por rede social. Alguém com o portão elétrico quebrado às sete da noite digita o serviço e a cidade no Google, não abre o Instagram para procurar. Quem aparece nessa busca recebe a ligação. Quem tem só perfil raramente aparece.
Tem ainda uma questão de patrimônio. O perfil é alugado. Se a conta for invadida, denunciada por engano ou bloqueada, você perde audiência e histórico de uma vez, e não existe suporte com quem reclamar. O site fica no seu domínio, no seu nome, e ninguém tira.
Como os dois trabalham juntos
- O perfil chama atenção e mostra rotina, obra, antes e depois
- O link da bio leva para a página certa, não só para a home
- O site responde preço, região atendida, prazo e forma de pagamento
- O Google leva quem já está procurando direto para o site
- Quem visita o site pode ser reencontrado depois em anúncio
O teste de dois minutos
Abra o seu perfil no celular como se fosse um cliente novo. Tente responder em dois minutos: o que essa empresa faz, quanto custa mais ou menos, onde ela atende, como eu falo com ela agora. Se qualquer uma dessas respostas exigir rolar muito ou mandar mensagem perguntando, você está perdendo o cliente que tinha pressa.
O site não substitui o Instagram e o Instagram não substitui o site. Um traz gente, o outro transforma gente em orçamento.